Coluna Kizye Lins

Subjetividades Negras em Disputa

O livro Subjetividades Negras em Disputa: Colonialidade, Sofrimento e Reexistência reúne reflexões críticas e necessárias sobre os atravessamentos da colonialidade, do sofrimento e das formas de resistência que marcam as subjetividades negras.

Avaliação decolonial na Clínica Afrodiaspórica – artigo publicado na RBAVAL

Imenso orgulho de compartilhar a publicação do artigo “Avaliação decolonial na Clínica Afrodiaspórica: Um relato de experiência formativa” na Revista Brasileira de Avaliação (RBAVAL), uma publicação da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação (RBMA).

Orixás no Divã

Onde Freud via silêncio, nossos ancestrais nos oferecem palavra. Onde havia repressão, ecoa o axé da travessia. A cura é também reexistência.

Ebó de Ofó: Escuta Terapêutica para Povo de Terreiro

“Ebó de ofó” é a oferenda do verbo, o sacrifício da palavra, a cura pela fala encantada. No contexto dos terreiros de Candomblé e Umbanda, onde cada gesto, cada folha, cada som carrega um axé, a escuta não é apenas uma técnica — é um fundamento. Este ensaio propõe a escuta terapêutica como um ebó: um ato sagrado de cuidado que acolhe as dores, travessias e encruzilhadas do povo de axé com reverência, ancestralidade e compromisso ético-político.

O Baobá que Ensina com o Coração

Conheça a história inspiradora de Azoilda Loretto da Trindade, contada no livro de Gisele Rose da Silva. Um convite para crianças e adultos aprenderem sobre afeto, ancestralidade e os valores afro-brasileiros de forma leve e encantadora. Um material pedagógico baseado na Lei 10.639 que ensina cultura afro-brasileira, ancestralidade, diversidade e valores para trabalhar em sala de aula ou em casa.

Entre o Silêncio e a Escuta: O Divã Tradicional no Corpo do Analisando Negro

O conceito de trauma intergeracional, amplamente discutido na psicanálise, encontra eco nas experiências da diáspora negra. Contudo, é insuficiente compreender essa dor apenas no âmbito individual. Na tradição africana, a construção do self é coletiva, envolvendo ancestralidade, comunidade e espiritualidade. O sofrimento não é apenas pessoal, mas compartilhado, assim como a cura e a resistência.

Prazer, essa sou eu!

Me chamo Kizye, “aquela que veio pra ficar”, mulher preta de pele clara e mãe do Zuri, “o belo”.
Sou feita no Santo há 16 anos, filha de Xangô e Oxum. Sou sacerdotisa de Umbanda e Quimbanda.
Pesquisadora independente da Ancestralidade e Filosofia Africana Yorubá.
Psicanalista Decolonial Afrocentrada, supervisora clínica Racializada e Afrocentrada, consultora antirracista, facilitadora de terapia em grupo de afrodescendentes, atuo em grupos de estudos onde ensino e aprendo: filosofia Yorubá, psicanálise antirracista, Black Psychology, clínica racializada e afrocentrada.
Estudante de filosofia.
Sou idealizadora do Grupo Odù e do Projeto Aquilombamente.

Se quer ir rápido vá sozinho, se quer ir longe, vá em grupo